A Sociedade pela Reforma Escocesa foi fundada em 5 de dezembro de 1850, seu Presidente era Robert Reid Kalley, seu principal articulador James Begg. A fundação da Sociedade aconteceu na conclusão de uma grande reunião pública realizada no Edinburgh Music Hall para protestar contra o restabelecimento da hierarquia católica romana na Inglaterra. O propósito declarado da nova Sociedade era “resistir às agressões do papado; observar os propósitos e movimentos de seus promotores e cúmplices; e para difundir informações fiéis e confiáveis sobre as Escrituras, sobre os princípios distintos do protestantismo comparados com os do papado”.

A Sociedade pela Reforma da Escócia foi criada para defender e promover o trabalho da Reforma Protestante na Escócia. Suas principais ações eram a organização de simpósios, a publicação de literatura, a seleção de trabalho acadêmico para publicação em um jornal e a criação de filiais locais.

A Sociedade pela Reforma Escocesa é evangélica e protestante e não-denominacional desde sua fundação. A filiação à Sociedade é incentivada e está aberta a todos os que apóiam seus objetivos.

Enquanto trabalhava pela Reforma no Brasil, o Rev. Dr. Kalley trouxe consigo a idéia da Sociedade pela Reforma, que foi implementada no Brasil, por membros confessionalistas da Igreja Evangélica em nosso País. Com o mesmo objetivo e métodos, a Sociedade pela Reforma Brasileira iniciou discretos trabalhos junto à outras sociedades maiores, como as Sociedades Bíblicas, as Sociedades de Colportagem e similares.

A base da Sociedade pela Reforma Brasileira é a religião protestante, reformada e cristã, conforme contida na Confissão de Fé de Westminster e na Forma de Governo da Igreja Presbiteral, assim como guardar as direções dos outros símbolos de Westminster, e o espírito dos símbolos Escoceses, e a herança da Igreja no Brasil.

Ao longo dos anos, órgãos protestantes menores, como a Aliança Protestante Escocesa (1911), a União Protestante das Mulheres Escocesas (1950) e o Instituto Protestante da Escócia (1964), foram incorporados à Sociedade Escocesa.

O Instituto Protestante foi fundado em 1860, o 300º aniversário da Reforma Escocesa. Era proprietária da Capela Magdalen, sede da Sociedade, e da propriedade em 17 George IV Bridge, Edimburgo, que abrigava o Instituto, um centro de ensino e os escritórios da Sociedade de Reforma Escocesa. As discussões sobre a incorporação ocorreram ao longo de vários anos, no início dos anos 1960. Eles culminaram em um acordo em 1964 para unir os dois órgãos sob o título de Sociedade de Reforma Escocesa. Todos os bens e propriedades do Instituto Protestante foram transferidos para o novo órgão.

No Brasil a Sociedade pela Reforma sofreu pela diluição do confessionalismo na medida em que a Igreja Evangélica se tornava em União Congregacional. Os documentos e ações da Sociedade foram mantidas graças aos poucos membros na região de Três Rios até Magé, no Rio de Janeiro, ressurgindo, aos poucos, a partir de 1964, na família Lemos, e, finalmente reestruturada em 1989 pelo Rev. Elmir Lemos Júnior, com a elaboração e divulgação de resumos sobre a vida e obra do Rev. Kalley, baseados nos escritos e cartas guardados pela Sociedade pela Reforma e no livro Memórias do Passado.

No momento não guardamos relações institucionais com a Sociedade pela Reforma da Escócia.

Os objetivos da Sociedade pela Reforma:

  1. Promover a religião cristã por meio de publicações e de outros meios que a Sociedade possa decidir para sua promoção:
    1. promover a compreensão reformada das Escrituras em relação à doutrina, adoração e prática;
    2. encorajar a unidade na doutrina, adoração e prática entre os cristãos reformados
  2. Propagar a Fé Evangélica Protestante Confessional, conforme os Padrões Escoceses e de Westminster, guardando também a História da Igreja no Brasil, e os princípios mantidos em comum por aquelas Igrejas e Organizações que aderiram à Reforma;
  3. Para difundir o ensino sólido e bíblico sobre os princípios distintos do protestantismo confessional, e de tudo que o separa do catolicismo romano e dos aliados de Roma;
  4. Produzir e distribuir literatura evangelística, religiosa e outras relacionadas com a promoção da religião protestante.