Breve biografia do Rev. James Begg, D.D.

James Begg foi a força motriz na formação das Sociedades pela Reforma. Nasceu um “filho do Manse” em New Monklands, Lanarkshire, Escócia, em 3 de outubro de 1808. Enquanto seu pai se filiara à Igreja Estabelecida e era ministro em New Monklands por mais de 40 anos, toda o restante da família de seu pai era de Covenanters e se recusaram à participar da Igreja “paroquial”. Desde cedo, James passou a ter a maior estima por esses parentes, por sua firmeza de caráter e dedicação à religião verdadeira. Ele se sentiu honrado por ter sangue Cameroniano em suas veias, e declarara a repeito destes seus correlatos: “Sua conduta e determinação me deram desde então uma forte impressão da importância de apegar-se a princípios fixos.”

Essa impressão inicial desenvolveu-se ao longo de sua vida em uma adesão resoluta aos princípios e padrões Cameronianos, e engajou-se na Reforma da Igreja Livre da Escócia, participando da disrupção de 1843, e assumindo um papel de liderança nos primeiros anos da Igreja Livre.

Begg foi ordenado em 1830 e foi assistente de pregação em North Leith e, em seguida, ministro das igrejas em Maxwelltown, Dumfries; Igreja de Lady Glenorchy, Edimburgo; Paisley, Glasgow; Liberton, Edimburgo – todas congregações da Igreja da Escócia estabelecida. Então, desde a ruptura em 1843 até 1883 (quando ele morreu), Begg foi ministro da Igreja Livre de Newington, Edimburgo, onde foi visitado por Robert Kalley e outros ministros da Igreja Brasileira algumas vezes.

O Dr. Begg escreveu e falou contra inovações na adoração, e sobre questões sociais, missões, educação, treinamento ministerial, observância do Sabbath Cristão e muito mais.

Em julho de 1851, a primeira edição de The Bulwark apareceu. Begg foi sua força principal e foi seu editor por 21 anos. Tal era a sua honestidade, que ele se gabava de que, embora escrevesse artigos intransigentes e os romanistas estivessem constantemente vigilantes, nunca encontraram oportunidade de caluniá-lo.

Ele também escrevia freqüentemente para The Witness, o jornal de Hugh Miller, e formou uma revista mensal chamada The Watchword, comprometida em expor a o ecumenismo como antibíblico. Nos protestos e denúncias contra o Movimento de Oxford, o Latitudinarianismo e a “High Church”, James Begg recebeu apoio de Robert Kalley e de Covenanters de toda a Escócia.

No que diz respeito às novidades antibíblicas na adoração, ele foi consistente até o fim. Ele resumiu sua própria posição dizendo que “não era a favor de vestes litúrgicas, nem liturgias ao estilo anglicano, nem órgãos, nem qualquer outra inovação (que se desviasse) dos costumes simples e escriturísticos de nossos antepassados”. A James Begg Society até hoje defende o cântico exclusivo dos Salmos, e outros distintivos confessionais tais quais.

A posição firme de Begg era impopular para alguns naquela época e pode ainda sê-lo hoje, mas ele se manteve firme no entendimento reformado da Bíblia. Muito de sua impopularidade se devia à sua adesão sincera aos votos de ordenação, mas ele viu claramente sua causa, seu Evangelho, sua vocação; como ele disse na Assembleia de 1870: “Venha o que vier, espero morrer como um homem honesto e consistente.” Begg morreu em setembro de 1883.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *